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MAIS DE 1.550 CRIANÇAS “INVADEM” O QUARTEL PARA TRAVAREM CONTATO COM AS “COISAS DE SOLDADO”.
De 21 a 25 de agosto, o 15º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado (15º GAC AP), o “Quartel dos Heróis” (Grupo General Sisson), recebeu mais de 1.500 crianças das escolas da região da Lapa e adjacências, como parte das atividades comemorativas da Semana do Exército.
As visitas foram organizadas em várias oficinas, nas quais os pequenos travaram contato com as “coisas de soldado” (na linguagem deles): rádios, rações operacionais, mochilas e equipamentos de campanha e outros. Além disso, puderam conhecer, também, as viaturas orgânicas da organização militar, blindadas e sobre rodas, e vencer os desafios da Pista de Cordas e da Pista de Obstáculos. O final da atividade foi marcado por uma palestra sobre o Exército Brasileiro.
Para o Vitor Hugo, de 7 anos, aluno da Escola Dr. Manoel Pedro, o mais “legal” foi poder andar na viatura Marruá. Para Jean, do 3º ano da mesma escola, o Exército “É nota 10! Porque ele nos ajuda e traz alegria a todos nós!”. Para a Professora Albanesa, “a visita contribuiu muito para a formação dos alunos, principalmente na questão da disciplina e dos valores. No quartel eles têm segurança!”, salientou.
Exército brasileiro começa a treinar mulheres para o front
Desde fevereiro, 37 alunas frequentam uma escola em Campinas, porta de entrada para a formação de oficiais, inaugurando a presença feminina na linha bélica.
“Fogo à vontade!”, diz um tenente do Exército, erguendo o braço esquerdo, e o que se ouve depois é ensurdecedor. Em menos de um minuto, 88 tiros de fuzil, rajada que encobre a voz do tenente, o ruído dos quero-queros ali perto, os carros da rodovia ao longe. O vento traz um pouco de gás lacrimogêneo, que faz arder olhos e nariz, e a orientação é respirar normalmente.
Nada anormal no treino de tiro do Exército, nesta terça-feira, 22, na escola preparatória de Campinas (SP). Há, porém, na fileira de jovens alunos de 17 a 22 anos, de barriga no chão, dedo no gatilho e rostos camuflados, um detalhe impensável pouco tempo atrás: um conjunto de tranças bem firmes, de cabelos claros e escuros, que despontam dos capacetes balísticos e se movem com o forte recuo dos disparos.
Aqui, deitadas no chão, empunhando fuzis automáticos leves (FAL), estão as primeiras mulheres brasileiras a serem treinadas para combate pelo Exército do Brasil – uma instituição fundada em 1648 que, agora, parece querer tirar o atraso.
Desde fevereiro, 37 alunas frequentam a escola campineira, porta de entrada para a formação de oficiais combatentes, inaugurando a presença feminina na linha bélica da força.
Aeronáutica e Marinha já formam mulheres oficiais, respectivamente, desde 1996 e 2014. No Exército, elas compunham apenas quadros auxiliares, em funções administrativas ou de saúde – houve um aumento de 82% no número delas na Força em dez anos (4.447 em 2006, ante 8.110 no ano passado), mas eram só nos quadros complementares.
A partir de agora, elas finalmente podem treinar para o combate, prosseguir para a Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) e ter condições de ascender – levará décadas, mas agora podem – ao posto de general.
Esta é semana da instrução de tiro em Campinas, quando todos os 420 alunos se dedicam a esburacar a fileira de 20 alvos a até 100 metros. Atirando apoiada no joelho direito está Sarah Cassani Leite, de 18 anos, uma das alunas que, até o ano passado, só estudava para o vestibular e nunca havia pensado em seguir carreira militar.
Foi aprovada na USP (Engenharia Bioquímica), Unicamp e Unesp (Engenharia Química), mas – para surpresa dos pais, não militares – escolheu cursar a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx). “Optei por ela porque seria uma honra fazer parte do momento em que o Exército acreditou no potencial da mulher”, diz a jovem em um intervalo no treinamento.
Eram 11h, Sarah havia passado a noite em claro, em serviço de guarda, e desde o nascer do sol participava de exercícios como pistas de obstáculos de 400 metros, além das séries de tiros. “Representamos a força que toda mulher tem, um Brasil mais inteligente e inclusivo, e não vamos decepcionar.”
A escola se preparou para receber as alunas ao longo do ano passado – o que incluiu o que foi chamado, dentro do Exército, de “situações extraordinárias”. Era tudo aquilo com o qual os militares nunca haviam lidado: namoro entre alunos (pode, desde que o comandante seja informado e que não demonstrem a relação afetiva dentro da escola), gravidez (pede-se uma licença), menstruação (o médico avalia casos em que a aluna não se sinta apta a treinos físicos).
“Foram as discussões mais demoradas, pois nada disso era previsto em regulamento”, explica o coronel Marcus Alexandre Fernandes de Araújo, comandante da EsPCEx.
Para auxiliar no preparo, foram convocadas oito militares mulheres – três tenentes e cinco sargentos de outros lugares do Brasil. Elas percorreram as academias da Aeronáutica e da Marinha, que já têm essa experiência. “Uma das questões a esclarecer foi o índice a ser alcançado para instruções físicas, que não pode ser igual para homens e mulheres, por causa das diferenças de biotipo entre os sexos”, diz a tenente Vanessa Jorge, uma das instrutoras que vieram a Campinas.
“A medida é o esforço. Há estudos que quantificam quanto se exige para uma tarefa, e com base neles definimos o que é o equivalente para cada sexo. O esforço para um homem fazer 20 flexões, por exemplo, pode ser o equivalente ao que uma mulher gasta para 10.”
Dia do Soldado
No dia 25 de agosto comemora-se o dia do soldado. A escolha da data foi em homenagem ao aniversário de Duque de Caxias, Luis Alves de Lima e Silva, que se tornou patrono do exército brasileiro.
Soldados são pessoas que se alistam para prestar serviços na defesa do país, no Exército, Marinha ou Aeronáutica, além das corporações ligadas ao Estado, como o corpo de bombeiros, polícia militar, e outros.
Nascido em 1803, na Vila de Porto Estrela, na cidade do Rio de Janeiro, Duque de Caxias teve sua carreira militar iniciada ainda bem pequeno, aos cinco anos de idade, como cadete de primeira classe.
Aos trinta e quatro anos foi o responsável por apaziguar a região maranhense onde aconteceu a revolta da Balaiada. Além dessa, foi vitorioso em várias rebeliões em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul – como na revolta dos Farrapos.
Atuava junto de D. Pedro II, o que o tornou ministro da guerra por três vezes consecutivas.
A vitória conquistada de maior importância para o Brasil foi a da guerra do Paraguai, em 1869, onde conquistou o título de Duque.
Sua carreira no exército durou cerca de sessenta anos, vindo a falecer no ano de 1880, após grandes conquistas.
Sua carreira no exército durou cerca de sessenta anos, vindo a falecer no ano de 1880, após grandes conquistas.
Os soldados são pessoas de honra, que cuidam da defesa da população,Também fazem resgates, Ajudam em desastres e estão sempre preparados para agir em situações extremas.
As especializações ou áreas de trabalho dos soldados estão divididas em infantaria, artilharia, cavalaria, engenharia, logística e serviços, e étnicos.
A cada 25 de agosto, o Soldado brasileiro renova-se ao recordar o passado, em reverência à figura de Luís Alves de Lima e Silva, Soldado símbolo da Pátria, o nosso Duque de Caxias. É sempre momento para iluminar os feitos desse chefe militar vitorioso, do guerreiro obstinado e homem de Estado exemplar, que o Exército consagrou como Patrono.
Nos vários episódios em que foi chamado a pacificar as províncias insurgentes, em um período crítico para a afirmação da nacionalidade no Brasil Império, entendeu o momento político da época com invulgar lucidez, desarmou os espíritos conturbados, restabeleceu a credibilidade na autoridade civil e revitalizou a crença no futuro das instituições, com espírito legalista e vislumbrando um futuro grandioso para o Brasil.
A Trajetória da Mulher no Exército
A primeira participação de uma mulher em combate ocorreu em 1823. Maria Quitéria de Jesus lutou pela manutenção da independência do Brasil, sendo considerada a primeira mulher a assentar praça em uma Unidade Militar.
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| Maria Quitéria |
Entretanto, somente em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, as mulheres oficialmente ingressaram no Exército Brasileiro.
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| Elza Cansanção Medeiros Aos 19 anos de idade, apresentou-se na Diretoria de Saúde do Exército, para trabalhar como voluntária na Segunda Guerra Mundial, que aconteceu entre os anos de 1939 e 1945. |
Foram enviadas 73 enfermeiras, 67 delas enfermeiras hospitalares e 6 especialistas em transporte aéreo. Elas serviram em quatro diferentes hospitais do exército norte-americano, todas se voluntariaram para a missão e foram as primeiras mulheres a ingressar no serviço ativo das forças armadas brasileiras.
Após a Guerra, assim como o restante da FEB, as enfermeiras, em sua maioria foram condecoradas, ganharam a patente de oficial e licenciadas do serviço ativo militar.
Em 1992, a Escola de Administração do Exército (Salvador - BA) matriculou a primeira turma de 49 mulheres, mediante a realização de concurso público. E, em 1996, Maria Quitéria de Jesus, a Paladina de Independência, foi reconhecida, na fileiras do Exército, como Patrono do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro.
O Exército instituiu o Serviço Militar Feminino Voluntário para Médicas, Dentistas, Farmacêuticas, Veterinárias e Enfermeiras de nível superior (MFDV) em 1996. Naquela oportunidade, incorporou a primeira turma de 290 mulheres voluntárias para prestarem o serviço militar na área de saúde. Essa incorporação ocorreu em todas as doze Regiões Militares do País.
O Instituto Militar de Engenharia - IME (Rio de Janeiro - RJ) em 1997, matriculou a primeira turma de 10 mulheres alunas, a serem incluídas no Quadro de Engenheiros Militares (QEM). A Escola de Saúde do Exército - EsSEx (Rio de Janeiro -RJ) matriculou e formou, no mesmo ano, a primeira turma de oficiais médicas, dentistas, farmacêuticas, veterinárias e enfermeiras de nível superior, no Quadro de Saúde do Exército.
No ano de 1998, o Exército instituiu o Estágio de Serviço Técnico, para profissionais de nível superior que não sejam da área de saúde. Naquela oportunidade, incorporou a primeira turma de 519 mulheres advogadas, administradoras de empresas, contadoras, professoras, analistas de sistemas, engenheiras, arquitetas, jornalistas, entre outras áreas de ciências humanas e exatas, atendendo às necessidades de Oficial Técnico Temporário (OTT) da Instituição.
A Escola de Saúde do Exército em 2001, permitiu a inscrição de mulheres para participar do concurso público para o preenchimento de vagas no Curso de Sargento de Saúde que passou a funcionar em 2002.
Superadas as mais diversas discussões sobre a inserção do segmento feminino nas Forças Armadas relacionadas à possibilidade de suportar ou não as condições adversas dos treinamentos militares; à adequação dos alojamentos e do fardamento; às questões de gênero; às especialidades a ocupar e a outros aspectos contidos na Lei do Serviço Militar, a mulher conquistou, gradativamente, o seu espaço nas fileiras do Exército Brasileiro (EB), culminando com o seu recente ingresso na Linha de Ensino Militar Bélico.
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| Mulheres aprovadas na EsPCEx, em Campinas |
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